Sabe aquela pergunta clássica, hoje tem aula de Língua Portuguesa? Essa era a pergunta de Tony, praticamente todos os dias, claro que já acostumei, mas ultimamente ficou chato, ele questiona e eu como boa amiga respondo: Tony, hoje é segunda-feira, e a professora Marlene nunca falta. Não por que você esquece, na verdade eu sei, rsrs… somos amigos desde o infantil e cá estamos no novo Ensino Médio. O Tony não mudou muito, e isso já ficou óbvio para mim, a mentira clássica, o tom que ele traz diz: Não gosto de estudar literatura, ler ou ver essas tais classes morfológicas.
Ele acha tudo isso um saco, confessar isso não estar nos seus planos. Fico pensando como posso ajudar meu amigo? Como boa aluna e fã da professora Marlene, resolvi conversar com ela, no particular indaguei-a.., mas na correria da vida escolar, e sempre a corrigir atividades, provas bimestrais ou reuniões, ela não tinha tanto tempo, seu tempo era na sala junto à turma. Ah, o ensinar da prof. Marlene era o que mais me encantava, às vezes, ela explicará tudo com palavras polidas, firmes e suaves, de tal elegância que seria quase impossível não prestar atenção.
Segunda-feira, 16/06, resolvi criar coragem e dizer: Prof. Marlene, o que faço para ajudar o Tony a gostar de estudar a Língua Portuguesa? Ela sorriu e disse: Minha, querida, não faça nada, a Língua Portuguesa é como uma flor, precisa ser regada todos os dias, só o tempo dará lugar à verdade e ao espaço que ela merece. No mais, leia o texto, “Anne e”, diga ao Tony que o espero na próxima aula para uma leitura das classes morfológicas, temos muito a regar, só assim o jardim florescerá.
As classes morfológicas
Sempre serei o SUBSTANTIVO e, como tal, irei variar… meu companheiro é o ARTIGO, masculino ou feminino, plural ou singular. E o ADJETIVO, como sempre é espetacular, servindo para qualificar. Para atribuir quantidade, do NUMERAL vão usar, e se querem me substituir, ao PRONOME vão buscar. Ela, ele, meu, minha… para começar. E o VERBO, esse flexiona-se sem parar… em pessoa, número, tempo e modo. É tanta estrutura que a cabeça gira sem parar. E se querem acrescentar circunstâncias, ou intensificar? Do ADVÉRBIO vão precisar. E se necessário for estabelecer uma relação, buscam logo a PREPOSIÇÃO, essa ajuda a manter uma feita conexão. Invariável, ela também é, estou falando da CONJUNÇÃO, essa liga termos, orações, estabelecendo uma perfeita conexão. Ah! Vamos à última classe morfológica: a INTERJEIÇÃO, essa expressa várias sensações, estados e emoções, com poucas palavras diz muito e te leva a pensar. Ufa!!! Sem palavras, era o que o Tony precisava! O indagar surgia para mim como uma nuvem branda em meio as palavras a dizer: A verdade importa e desfalece a mentira. Prof. Marlene você é simplesmente genial!
Sobre a autora:

Gracynha Rodrigues
Formada em Letras pela Universidade Regional do Cariri (URCA), uma apreciadora das palavras, músicas, livros e pessoas. Além disso, é pós-graduada em Literatura e uma aspirante a cronista em desenvolvimento…
