Do signo de capricórnio e suas capacidades de superação: Josenir Lacerda, Karla Jaqueline Vieira Alves e Ângela Calou

São muitas as escritoras talentosas que produziram (e tem produzido) literatura no Cariri cearense, mas como estamos no âmbito da astrologia, e estamos em debate sobre o Signo de Capricórnio, traremos três nomes representativos desse que é considerado o signo da persistência: a Mestra da Cultura Josenir Lacerda (autora d’O linguajar cearense e de inúmeras outras obras de Literatura de Cordel), Karla Jaqueline Vieira Alves (autora do livro de poesia Contra Banzo) e Ângela Calou (autora do livro de contos Quem tem medo de Gorki & outros contos). 

A produção literária de autoria feminina no Cariri cearense é de uma riqueza inconteste, como será possível constatar pela produção dessas mulheres extraordinárias que têm realizado grandes feitos, em vários âmbitos: culturais, intelectuais e artísticos. Apesar dos desafios inerentes a quem luta pela cultura em uma sociedade que nem sempre a valoriza, essas autoras são artistas incansáveis em várias frentes.  

Por falar em desafios, elas são do Signo de Capricórnio, que é considerado o signo da superação, da dedicação despendida e da capacidade de manter o foco, mesmo quando os conflitos surgem para atrapalhar os projetos idealizados. 

Na mitologia grega, existem alguns mitos relacionados ao Signo de Capricórnio, mas recorreremos, especialmente, ao mito que retoma Zeus no contexto de confronto com o seu pai — o deus Cronos. Nesse mito, devemos considerar a batalha entre pais e filhos no mundo dos deuses, mas também a presença feminina determinante para o que se desenvolve nele. Assim, devemos considerar que Cronos precisou destronar seu pai Urano (e este, ao ser destronado, vaticinou que Cronos sucumbiria, também, sob o poder de um dos seus filhos). De posse dessa informação, ele decide devorar os filhos — e o faz até a deusa Reia, com quem Cronos era casado, resolver criar um plano para atenuar a fúria do marido. 

Foi assim que, segundo Junito de Sousa Brandão (1986, p. 71): “Para evitar que o pai Cronos lhe devorasse também o caçula, Reia, grávida de Zeus, fugiu para a Ilha de Minos e lá, no monte Dicta ou Ida, deu à luz secretamente o filho, que foi amamentado pela cabra cretense Amalteia”. Assim, a ninfa-cabra Amalteia, cuja pele é invulnerável, tornou-se a ama de leite de Zeus, o que atribuiu a ele grande força e imponência. 

Ainda no âmbito do mito, Brandão (1986, p. 263) aponta que: “Zeus brincando, quebrou o chifre da cabra Amalteia, que o aleitava, mas, para compensá-la, prometeu-lhe que este corno se encheria de todos os frutos, quando ela desejasse. A Cornucópia é, pois, o símbolo da profusão gratuita dos dons divinos”. 

Estão criados, desse modo, os dois principais aspectos configuradores do mito que se vincula à constelação de Capricórnio: o trabalho dedicado, o cuidado empreendido, a invulnerabilidade alcançada e a representação da prosperidade que vem em decorrência do esforço e do afeto despendidos. 

Pela dedicação de Amalteia, Zeus decidiu honrá-la, como Brandão (1986, p. 332) afirma: “Quando, mais tarde, a cabra Amalteia morreu, o jovem deus a colocou no número das constelações”. Nada mais justo, porque foi o trabalho dedicado dela que lhe deu condições de destronar seu pai, Cronos, de modo que, como maneira de honrá-la, ele resolveu recompensar sua mãe-cabra com uma constelação representativa do Signo de Capricórnio, isto é, o signo do esforço abnegado e da superação. Está construído, assim, o protótipo dos nascidos sob esse signo. 

Em muitas culturas, a cabra simboliza a capacidade de realizar a travessia árdua da base ao cume de uma montanha. Apesar das anfractuosidades inerentes a esse processo de subida, ela é capaz de superá-las e seguir em frente em seu propósito. No caso do mito grego, a cabra tem valor incomensurável, seja como representação da mãe que, pelo leite e afeto compartilhados, consegue atribuir força ao filho, seja como representação do ser humano que precisa enfrentar os desafios existenciais para, finalmente, triunfar. 

Zeus elevou Amalteia aos céus, transformando-a em uma constelação, e os nascidos sob esse signo são, igualmente, capazes de triunfar, independentemente das dificuldades enfrentadas. Capricórnio forma com Touro e Virgem a tríade da Terra, de modo que seus nativos podem ser: perseverantes, obstinados, abnegados, eficientes, prudentes, leal, sinceros, independentes, persistentes, organizados, resistentes, inteligentes e com imensa vitalidade. Apesar desses atributos, também podem ser: inseguros, desconfiados, ambiciosos, melancólicos, egoístas, ciumentos, exigentes, críticos, sarcásticos, manipuladores, introvertidos e autoritários. 

As autoras sobre as quais falaremos, em nosso debate, concentram em si, sobretudo, a persistência no âmbito artístico-cultural e intelectual. Capricornianas caririenses cujas obras excedem em força de caráter e criatividade, elas tratam de temáticas com percepção estética aguçada, especialmente porque concentram um olhar crítico-reflexivo e, ao mesmo tempo, sensível da realidade. Como perceberemos a seguir, suas produções literárias são notáveis.

Josenir Lacerda

Nascida na cidade do Crato–CE, Josenir Amorim Alves de Lacerda tornou-se Mestra da Cultura em 2022. Sendo uma artista dedicada à valorização da cultura popular e à preservação da Literatura de Cordel, com mais de cem títulos publicados (entre trabalhos individuais e parcerias), ela é uma das mais notáveis criadoras desse gênero poemático que floresceu no Nordeste e que encontra, no Cariri, espaço privilegiado para sua manifestação. 

No texto A excelência de Josenir Lacerda à poesia popular, Shirley Pinheiro (2021) afirma: “Josenir Alves de Lacerda abriu caminho numa área polarizada por homens e conquistou seu espaço na Academia Brasileira de Cordel, tornando-se a primeira mulher caririense a integrar a entidade, e a segunda cearense. Um exemplo de poeta e uma inspiração de mulher”. 

Integrante da Academia Brasileira de Cordel, da Academia Cratense de Cordel e Mestra da Cultura, Josenir Lacerda é autora dos cordéis: O menino que nasceu falando(1992), De volta ao passado (1998), Elói Teles fez escola e sua luta continua (2000),Saber do povo (2000), Sivirino e Luzia ou As proezas do destino(2001), O linguajar cearense(2001), Briga de cegos (2002), Padre Cícero e o homem com o diabo no corpo(2003), O matuto e o orelhão (2006), História das Donzelas Teodora (2007), O pulo do santo: a história de São Longuinho(2008), O segredo de Marina (2009), A brincadeira vai começar (2012), Matriz: grafias femininas (2015), Os queixumes de um cordel em tempos de pandemia(2021), O sopro da deusa (2023), dentre outros. 

Dentre as obras da autora, destacamos para fins de explanação rápida, O linguajar cearense. Publicado em 2001, esse cordel, fruto de intensa pesquisa da autora, apresenta expressões linguísticas utilizadas no Ceará como base para a configuração da poesia —  essas expressões constituem o dialeto denominado cearensês. Com uma capacidade impressionante de reunir pesquisa linguística à construção da linguagem poética, esse cordel é conhecido e reconhecido como uma das obras-primas do gênero. Nesse sentido, em uma das primeiras estrofes, a voz lírica diz: 

Neste Cordel – dicionário 

eu pretendo registrar 

o rico vocabulário

da criação popular

no Ceará garimpei 

juntei tudo, compilei 

ao leitor quero ofertar. 

(Lacerda, 2007, p. 01)

Nessa estrofe, que dá continuidade ao tom metalinguístico presente nas duas estrofes iniciais, a voz lírica afirma que fará registro do vocabulário garimpado no Ceará, terra reconhecida pelas idiossincrasias linguísticas que se manifestam no cotidiano da vida do povo com criatividade e bom humor, constituindo, desse modo, um aspecto marcante da cultura cearense. Os vocábulos colhidos pela autora são transpostos para a poesia popular, com maestria, o que torna esse texto uma experiência estética notável, como podemos localizar no trecho:

Artigo novo é zerado

armadilha é arapuca

o doido é abirobado

invencionice é infuca 

o matuto é mucureba

qualquer ferida é pereba 

mosquito grande é mutuca.

(Lacerda, 2007, p. 02)

Como foi apontado, há bom humor e criatividade nessa forma de falar do cearense, e a autora transforma em poema esse universo linguístico instigante e não menos curioso. Será fácil reconhecer, para quem é do Ceará, as palavras presentes no cordel, contudo, para quem não é cearense, eis um dicionário-poético perfeito, que muito ensinará a quem busca compreender variações linguísticas em seu sentido profundo. 

Josenir Lacerda é uma das artistas que mais produz literatura no Cariri cearense, esta terra singular quando o assunto é mulher produzindo arte em suas múltiplas potencialidades. Com participação em antologias diversas, e inúmeras homenagens recebidas, essa capricorniana guardiã dos saberes literários de cunho popular foi agraciada, pela Câmara Municipal do Crato, com a Medalha Elói Teles de Morais, em 2018, e, com a Comenda Patativa do Assaré, pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, em 2020. 

Karla Jaqueline Vieira Alves

Nascida em Juazeiro do Norte–CE, com participação em antologias e coletivos, Karla Jaqueline Vieira Alves é historiadora, pesquisadora, poeta e ativista pela causa das mulheres negras. Ela foi vencedora do XII Edital de Incentivo às Artes da SECULT–CE, em 2023, que lhe possibilitou publicar, pela editora Aldeia de Palavras, seu primeiro livro de poemas: Contra Banzo.

Sua produção é marcada por incursões ousadas no âmbito da forma e do conteúdo, de modo que seus poemas tratam de temáticas prementes no século XXI. Sendo assim, estão em seu ângulo de visão: o combate ao racismo, a condição da mulher na sociedade brasileira, os desafios existenciais da mulher negra, o capitalismo e seus cerceamentos, a reflexão filosófica sobre a realidade social com as implicações para a pessoa negra, dentre outras temáticas. 

Para ficamos com um exemplo da produção poética da autora, destacamos um dos poemas mais curtos e expressivos do livro, intitulado Rascunho:

Acaso não sabes 

Que em mim carrego variadas entidades? 

Se princípio ou encerro o oposto do que vês,

É que conflitos cadenciam a dialética que intento: 

Fiel ao conflito na relação posta com o outro. 

Se agressiva ao teu brio  

Ou sutil ao teu afago

É certo que estar se torna o verbo mais preciso.

Só não me venhas atirar à face 

O antes do que vivo 

Porque lá não mais existo. 

(Alves, 2023, p. 47)

Nesse poema, a voz lírica inicia seu discurso reportando-se a uma segunda pessoa, como fica perceptível pelo uso do verbo “sabes” e “vês”, enquanto direciona seu olhar para o desafio de, por vezes, estar com o outro sendo ela mesma. A dialética buscada, a ontologia com seus questionamentos existenciais, a alteridade com o outro sendo o desafio mais complexo para o ser, dentre outras perscrutações filosóficas implicadas nas camadas profundas dessa voz em crise, estão presentes em seu discurso tão questionador quanto rebelado.  

Além disso, a voz lírica, enquanto se reconhece na dualidade “agressiva/sutil”, faz uma exortação: “Só não me venhas atirar à face / O antes do que vivo / Porque lá não mais existo”. O vocábulo “antes”, aqui, ganha acepção mais profunda, porque se remete a um passado que ela não reconhece como atrativo para seu presente. O passado, como fica expresso nos versos finais, não tem mais importância, porque interessa a essa voz viver sem aprisionamentos impostos, uma vez que a ela não interessa aceitar ditames — se “agressiva” ou se “sutil”, importa-lhe ser ela mesma, com tudo o que isso poderá implicar.  

Em entrevista concedida ao Nordestinados a ler, a autora mencionou que está em busca de publicar dois livros: Caminhos de dentro e Depois que você foi embora. Estamos na expectativa, mas certos de que virão textos marcados por uma voz ousada, intensa e sem amarras na propagação da realidade sociopolítica brasileira. 

Graduada em História pela Universidade Regional do Cariri–URCA, Karla Jaqueline Vieira Alves tem pesquisas voltadas para a memória e a história da população negra no Ceará. Sua ênfase recai, como foi apontado, sobre a existência de mulheres pretas, como fica circunscrito pela atuação da autora no Coletivo de Mulheres Negras do Cariri Pretas Simoa, criado em 2013, e no Projeto de Escuta: Preta, me conta tua história de amor. Ela tem diversas participações em coletâneas, como a organizada por Jarid Arraes, Poetas negras brasileiras: uma antologia (2021), e a organizada por Émerson Cardoso, Juazeiro tem artistas, Juazeiro tem poesia: manifesto poético, em 2024. 

Ângela Calou

Nascida em Juazeiro do Norte–CE, com participação em antologias e revistas variadas, Ângela Lima Calou atua como professora, pesquisadora e escritora, sendo a vencedora do Prêmio Moreira Campos de Contos de 2010, que lhe possibilitou a publicação de seu livro de estreia Quem tem medo de Górki & outros contos. 

Com 22 contos, delineados invariavelmente por apuro na linguagem, esse livro apresenta personagens densas, o que se dá pela capacidade da autora em criar narrativas criativas e instigantes (seja pela profundidade subjetiva das personagens, seja pelos temas complexos esteticamente trabalhados).  

Prefaciado por Tércia Montenegro e apresentado por Pedro Salgueiro, um dos aspectos apontados por eles, ao tratar desse livro, diz respeito à originalidade do estilo da autora, que pode ser constatado em todos os contos. Para nosso debate, destacamos o conto: Joana em dia de seu avesso.  

Comecemos por dizer que a personagem evocada no título imerge, gradativamente, em estado de “loucura”. Sendo assim, o antropônimo simbólico Joana é representativo para o enredo em vários aspectos. Dentre eles, podemos considerar a origem hebraica do nome, que significa agraciada por Deus, e concentra, nessa acepção, forte teor irônico, tendo em vista que a personagem perde a sanidade e, aos poucos, perde a dignidade e, também, a vida — como ela, diante desses dissabores, poderia ser agraciada

Outro aspecto a ser considerado, ainda na perspectiva simbólica do nome da personagem, está na relação com outra Joana, desta feita Santa Joana d’Arc, a chefe militar francesa que se tornou heroína após ser condenada à morte em fogueira inquisitorial. Constatamos que a Joana de Ângela Calou, no final do conto, tem o mesmo destino da Joana francesa (que, em certo contexto, também foi considerada louca), pois a personagem termina por atear fogo em si mesma (ou ela terá sido, em verdade, vítima de uma sociedade cerceadora, preconceituosa e pautada no patriarcalismo?).

No conto, o narrador heterodiegético afirma (Calou, 2011, p. 27) que os indícios da “loucura” de Joana teriam iniciado quando ela passou a “chamar os mortos” — e não cessava o chamado até “que lhe mandassem parar”. Joana, como podemos constatar, sofre a primeira manifestação de violência: tentam silenciá-la. 

Outras formas de violência são atiradas contra ela, pois o narrador assinala que, diante dos novos indícios dessa “loucura”, ela sofre também violência física, como percebemos no trecho (Calou, 2011, p. 27): “Quando passou a vestir roupas avessadas foi convidada a vesti-las adequadamente ou retirar-se do restaurante na cadência doce dos empurrões”. Por não adequar-se aos ditames comportamentais nos quais está inserida, ela sofre empurrões — a ironia empregada no trecho merece destaque. O termo “avesso”, evocado no título, manifesta-se na roupa vestida “erroneamente”, mas esse vocábulo assume acepção mais complexa dentro do texto: o avesso, no caso, assume a metáfora para a “loucura” que se manifesta cada vez mais em seu cotidiano repleto de cerceamentos.   

Agora, a violência alcança o patamar da interdição, como o narrador afirma (Calou, 2011, p. 27): “Quando deu uma nota de cem a um mendigo que pedia vinte centavos para a cachaça, tomaram-lhe a decisão frente às suas finanças: interditaram Joana que agora, além de louca, tinha nos bolsos nenhum tostão”. Ela não pode mais gerenciar sua vida financeira, de modo que seu poder de decisão cessa completamente no âmbito econômico. 

Depois, quando quis deitar-se no asfalto para ver a lua, Joana foi trancafiada, provavelmente, em um hospício (a imagem da cama fria, “dessas com ferrugem nas dobras”, aponta para isso). Nesse mesmo lugar desesperador, ao rejeitar as medicações para tratamentos psiquiátricos, “amanheceu com hematomas por todo o corpo”. Diante de tão excessiva violência, o narrador assevera (Calou, 2011, p. 28): “E foi assim que os olhos de Joana ficaram cada vez mais distantes dos olhos de quem passava”. 

Entre atos de leveza e de simpatia, quando direciona sua atenção a passarinhos e a amigos imaginários, ela se refugia, também, na arte: “inventava cifras por todo o corpo” e queria pintar apenas “a maçã de Cézanne”. A arte, que lhe serviu momentaneamente como possibilidade existencial, também é retirada dela — que se calou para sempre. 

Diante desse cenário desolador, em uma data católica emblemática, a Sexta-feira da Paixão, o narrador propõe que (Calou, 2011, p. 28): “Joana, a louca, imiscuída em seu silêncio originário, ao perceber já não haver ali mais nada a ser queimado, ateou, distraidamente, fogo ao próprio corpo”. Está selado o destino da protagonista: assim como a santa católica, também acusada de loucura, Joana morre queimada. A santa sucumbiu ante o poder infame de mãos inquisitoriais que atearam fogo ao seu corpo, mas Joana morre por atear fogo em si mesma — estando inconsciente, suas mãos foram guiadas por ela própria ou por cerceamentos, preconceitos e discriminações de uma sociedade que banaliza o mal?  

Dentro do livro Eu tenho medo de Gorki & outros contos, desde que o li pela primeira vez, Joana em dia de seu avesso sempre me chamou atenção, porque dispõe de uma personagem feminina imersa em enredística tão bem delineada do ponto de vista da narrativa, quanto do ponto de vista da temática abordada. 

Ângela Calou, com esse livro, cria um admirável exemplar da narrativa curta que dispõe de apuro formal e conteudístico. Ela se dedica à literatura ao mesmo tempo em que se dedica à produção acadêmica — esta tende a ocupar maior tempo na jornada criativa da autora. A propósito, sua tese de doutoramento, defendida em 2024, está em processo de publicação: O declínio do espólio: razão, sofrimento e moralidade em Arthur Schopenhauer e Fiódor Dostoiévski. 

A autora publicou, ainda, os contos: “Alameda do Castelo, nº 1824” (na Revista para Mamíferos), “O oco no meio das coisas” (na antologia O cravo roxo do diabo) e “Rua da Conceição” (na Coletânea de contos do SESC). Também participou, assim como Karla Jaqueline Vieira Alves, em 2024, da antologia: Juazeiro tem artistas, Juazeiro tem poesia: manifesto poético. 

É Graduada em Filosofia, pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Mestra em Filosofia, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e Doutora em Filosofia, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Para finalizar, estamos diante de três grandes mulheres, criativas, corajosas, inteligentes, dedicadas aos seus trabalhos artísticos, como o Signo de Capricórnio tende a ser. Que elas sejam abençoadas por Zeus para sempre (ou pelas entidades ou pelas divindades que estão no âmbito de suas crenças).

Salve Josenir Lacerda! Salve Karla Jaqueline Vieira Alves! Salve Ângela Calou!

REFERÊNCIAS:

ALVES, Karla Jaqueline Vieira. Contra Banzo. Brasília: Aldeia de Palavras; Fortaleza: Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, 2023.

BESSA, Luciana. Entrevista com Karla Jaqueline Vieira Alves. 2024. Disponível em: https://nordestinadosaler.com.br/2024/10/entrevista-com-karla-jaqueline-vieira-alves/. Acesso em: 25 fev. 2026.

BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia grega – Volume 1. Petrópolis: Vozes, 1986.

CALOU, Ângela. Eu tenho medo de Górki & outros contos. Fortaleza: Gráfica LCR, 2011.

GRIMAL, Pierre. Mitologia grega. Tradução de Rejane Janowitzer. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2009.

LACERDA, Josenir. O linguajar cearense. 3. ed. Crato: Academia dos Cordelistas do Crato, 2007. 

PINHEIRO, Shirley. A excelência de Josenir Lacerda. 2021. Disponível em: https://nordestinadosaler.com.br/2021/06/a-excelencia-de-josenir-lacerda-a-poesia-popular/. Acesso em: 15 jan. 2026.

SANTOS, Francisca Pereira dos. O livro delas: catálogo de mulheres autoras no cordel e na cantoria nordestina. Fortaleza: IMEPH, 2020.

Sobre o autor:

Émerson Cardoso

Cícero Émerson do Nascimento Cardoso é doutor, mestre, especialista e graduado em Letras. Publicou: Breve estudo sobre corações endurecidos (2011), Romanceiro do Norte Juazeiro (2014), A Revolta de Antonina (2015), O Casarão sem Janelas (2018), O baile das assimetrias (2021/2022), Jornadas (2023), Romanceiros (2024) e Trilogia para o Cariri Cearense (2025). Recebeu: menção honrosa no XX Prêmio Ideal Clube de Poesia (2018); prêmio no VII Prêmio SESC de Contos; prêmio no I Prêmio Literário Demócrito Rocha–Categoria Poesia (2024); destaque no XXIV Prêmio Ideal Clube de Poesia (2024) e foi finalista do V Prêmio Caio Fernando Abreu de Literatura (2024). Foi um dos organizadores dos livros: Antologia Poética: Escritores do Cariri (2019) e Poemates Rosarvm (2019). Organizou os livros: Juazeiro tem artistas, Juazeiro tem poesia: Manifesto Poético (2024) e Haicai-Cariri: antologia de haicai (2025).


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