O curso deste mundo sem cortes


Será que podemos afirmar com certeza
Que neste mundo somos livres de verdade?
Quem ousa asseverar  com toda veemência?
O tal só pode estar em algum estado de demência.
Não quero ofender ninguém…
Só preciso bradar com insistência.
Que algo precisa ser feito
E isso com urgência.

Somos todos os dias introduzidos
A um mundo de acontecimentos e “novidades”
Se nada for feito
Lá na frente se tornarão fortes grades…
Poucos belos atos de bondade,
Muitas obras de torpe ganância, perversidade, pura maldade.
Enquanto distraímos com pão e circo digital,
Devorando crianças, um moleque de tela azul.

Todos os dias genocídios a luz do dia.
Será que ainda existe em nós uma faísca de empatia?
Por desprezível ato de ganância dos poderosos,
Os mais atingidos são sempre os mais desprotegidos deste mundo, fracos por serem humildes.
Porque na visão deles humildade é sinal de fraqueza,
Que só dá prejuízo e atrai pobreza,
São uma ameaça por consumir os recursos da elite global,
Eles se denominam os ” iluminados, a realeza”
Se utilizam de sacrilégios, gematria e sutilezas.

Os órfãos, as viúvas e os jogados em macas nos corredores de hospital, os desabrigados são invisíveis neste mundo mal,
E não há interesse e nem movimentação alguma dos governantes,
Em erradicar ou ao menos amenizar a dor que amarga feito fel,
Mundo corrupto, mundo mal, mundo cruel.

Como pode um homem em sã consciência viver indiferente,
Sem compreensão exata do mundo real?
Como pode ser tão egoísta e dizer que é feliz,
Só se for regido pelo curso deste mundo como diretriz.

Meu vizinho do lado não tem o que comer,
Do outro lado pessoas com mentes congeladas, insensíveis;
Não se importam se seu próximo vai ou não sobreviver.
Você acha que sairá ileso de bucho cheio e com tanta antipatia?
Temos o direito de pensar só em nós como metodologia?
E você ainda chama isso de pedagogia?
É isso que você quer que seu filho se torne, no futuro, um dia;
Uma máquina de egocentrismo misturado com narcisismo.
O que falta para reatarmos com o fatalismo fascista?
Mesmo com os avanços científicos,
Estamos de novo retrocedendo,
Sem sentir a necessidade do outro e ter amor
Estamos à beira do precipício, estamos desvanecendo.

Dar um bom dia, um aceno, um aperto de mão,
E dizer: “estou aqui pra te ajudar,
Vou te levantar do chão”.
Só nesses atos vejo um lampejo de luz.
Em uma cada vez mais pequena parte da humanidade: amor, empatia, solidariedade.
Só assim poderemos nos sentir um pouco felizes.
Quem dera todos se unissem com um mínimo de boa humanidade …

Mas os valores invertidos é que transformaram nossa civilização.
Somente um Deus tolerante, bondoso e cheio de compaixão,
Pra suportar por tanto tempo nossa condição,
Essa nossa geração de consumo,
Humanidade distraída sem amor ou pudor …
Que Deus use sua régua de Justiça,
Irado com o mal,
Mas bondoso para os que ainda vivem com amor.
Se aborreceu o mundo,
Com ELE se relacionou.

Sobre o autor:

Fabiano Santiago Lopes

Poeta do cotidiano que ama as letras e as arte. Ele coloca o seu pensamento e opiniões nos seus poemas e nos relatos de sua história.

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