Sombra do cajueiro

Para meu irmão Lucas Barreira

Quando penso no tempo
e nele viajo, volto para onde
fui mais feliz.

É o tempo que insiste em passar,
mas a imaginação
teima sempre em se agarrar.

Uma nódoa deixou uma marca
para nunca esquecer
e para lá sempre me levar.

Para as brincadeiras de criança,
que apenas a inocência
nos permitia criar.

Daquele barro que impregnou meu corpo
e que água nenhuma consegue lavar,
pois de mim faz parte.
Com ele,
construí minha identidade.

E, quando penso em felicidade,
só quero para lá regressar.

Tem seriguela, pitombeira,
catingueiro e juazeiro,
mas é para o cheiro bom
e a sombra do cajueiro
que minha alma insiste em voltar.

Sobre a autora:

Ludimilla Barreira

Leitora, sonhadora, eterna estudante e observadora da vida. Além disso, é bacharel em Direito, especialista em Direito Público, servidora do executivo estadual e defensora da igualdade.

One thought on “Sombra do cajueiro

  1. Preciso me levantar do conforto de minha poltrona de leitura, para de pé te aplaudir e te dizer: quando crescer na escrita, quero ser igual a você!

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