Pra mãe Helena Santiago
Recordo me hoje com nostalgia que aperta,
Daqueles domingos que exalavam café às seis da manhã.
Eu, acanhado sorria de canto,
Enquanto você minha mãezinha,
Reinava na cozinha
Preparando a ceia do meio dia.
Todos na mesa ansiosos
Pela sua famosa galinha cozida
Pra nós a galinha da Helena era banquete de Rei.
Disputando os melhores pedaços,
Irrompia ciúme e embaraço…
Nada que não aconteça nas melhores familias .
“Está pronto!” Você dizia.
E começava a correria.
“Quem vai comprar o refrigerante?”
Era alegria descomunal.
Hoje parece fantasia.
Sua energia contagiava a casa inteira.
Dominante fazia de tudo um pouco.
Queria está em toda parte, de tudo falava.
Eu discreto, só te escutava.
Intensidade e humildade te precediam.
Todos reconheciam: você era a luz que irradiava.
Ensinava as coisas de casa,
Mas nós, distraídos, falhamos em te dar atenção .
Hoje lembro e aperta o coração.
Sei que amor de mãe não faz distinção. Mas no meu caso…
Exigia mais de sua atenção.
As problemáticas quase sempre vinham de mim.
Você dizia: “filho, isso não se faz,
Isso não se deve”.
E eu, insensível, deixava sua carga mais pesada.
Eu estava no erro, ações irracionais.
Mas você, guerreira de bronze, suportava tudo.
Mãe se hoje eu tô de pé é porque de joelhos você orava.
Ainda me lembro com lamento doído quando você chorava.
Não posso voltar no tempo e mudar o que fiz.
Mas posso mudar meu proceder e te reconhecer.
Te amo mãe você vive no meu proceder.
No amor, no cuidado ,na humildade e na perseverança
Que aprendi com você.
Minha mãe Helena será sempre pra mim sinônimo de resiliência
E esperança.
Queria estar do seu lado agora, não será possível, que pena!
Feliz dia das mães! Você estará sempre nos meus pensamentos e coração.
Sobre o autor:

Fabiano Santiago Lopes
Poeta do cotidiano que ama as letras e as arte. Ele coloca o seu pensamento e opiniões nos seus poemas e nos relatos de sua história.
