Mas um sábado pra poder lembrar,
Que ainda existem motivos pra sonhar…
Que a densa névoa está prestes a se dissipar,
Dando clareza ao meu caminhar.
Que de novo eu posso, enfim, fazer,
A luz dos meus olhos voltar a brilhar,
E estreitar os laços,
Que tanto desejei alcançar.
Até que esse dia pudesse chegar,
Não posso deixar de aprender com o que passei.
Dias e noites cortando desertos,
A escassez e a amargura me vinham envergonhar.
Sonhos, anseios, medos, luz e trevas,
Tudo no mesmo lugar.
Até hoje eu não sei como pude suportar,
Mas não há culpados nessa história apontar.
Se houvesse seria eu mesmo,
Ao errar tantas vezes a direção,
Ao fazer escolhas que pareciam sem opção.
Ao enterrar o velho que se perdera,
Dei lugar à luz que sempre me espera,
Que sempre esteve de fácil acesso, a minha vida inteira.
Mas eu não conseguia enxergar,
Até meu bom amigo a direção me apontar:
“Vá por ali! Tome este caminho,
Só assim você se desviará dos espinhos”.
Há uma vida, um presente radiante,
E não está de você muito distante.
No entanto há uma rota percorrer,
Até que você possa essa vida conhecer.
Era um Mestre sábio que me guiava,
E me ensinava a tirar água da fonte que jorrava.
Água que não não mata qualquer sede,
Eu estava cansado e sedento
Por encontrar pra minha vida verdadeiro alimento.
Água que sacia a sede por dentro,
Ainda estou no processo, lento, mas imerso.
Porém, já posso ver certo progresso,
Sempre diga NÃO aos excessos,
E alcançará o tão esperado sucesso.
Sucesso que não é só material,
É metafísico é sobrenatural.
Eu encontrei esse Amigo
E Ele estava tão perto de mim.
Eu perguntei: por que te ocultaste tanto assim?
Ele respondeu: o que seria o bastante pra mim.
“Há tempo certo para todas as coisas,
E esse é o tempo de me revelar a ti,
Posso te mostrar o que é transcendência, ter liberdade e independência,
Dependendo somente da luz
Da vida; a verdadeira essência.
Toma a tua cruz e me siga!
Para onde tu fores, contigo eu irei…”
Não procuro mais o Caminho
Eu o Encontrei.
Sobre o autor:

Fabiano Santiago Lopes
Poeta do cotidiano que ama as letras e as arte. Ele coloca o seu pensamento e opiniões nos seus poemas e nos relatos de sua história.
