Jarid Arraes: uma peixinha-sereia
Há quem diga que filha de peixinho, peixinho é. Eu sempre me pergunto se não seria certo dizer: filho de peixinho é o
Sobra algo
Acabei de tomar banho e os pensamentos continuam sujos. Sobram dois dedos de vinho, mas já estou embriagada sem beber. Abro a boca,
Ainda não estou em casa
Teus olhos são mar noturno. Tem horas que dar vontade de viajar sobre asas de borboletas, mas tem horas de querer fugir. A
Santo quebrado
O espelho grande cabia o seu corpo. Nua, desembaraçava o cabelo, depois de uma guerra de prazer. Encarava o espelho como se estivesse
A poesia que ficou na geladeira
Meu amor, o chocolate se venceu, a poesia deixei descuidada na varanda e ela ficou paralítica. Estou cansada, tenho roupas para lavar, mas
Ventos
A porta está aberta, nenhum compromisso para hoje. Posso sair e virar a noite abrindo as pernas e assobiando, rindo alto e mapeando
Julgada
O corpo estava desenhado de dor, camuflado entre terra e mato, a pele parecia brotar do chão, a tatuagem dava nome: cova rasa.
Mulheres que escrevem
Ser quem eu sou, mulher-nordestina, me impulsionou a criar o Blog Literário Nordestinados a Ler, ferramenta que tem o propósito de criar e
Blog desenvolvido por: Hemerson Soares da Silva





