A queda

Não lembro da queda,

mas senti o impacto do chão.

Não via a luz,

Mas sabia de sua dimensão.

Tentei mudar a cor

mas, sem luz

não tem cor possível,

e lá era só escuridão.

Vivenciei o buraco e o escuro,

tentei tatear suas dimensões.

Enquanto isso, esqueci quem eu era

e perdi a minha noção.

Escutei o grito de ajuda

e senti quando me estenderam a mão.

Jogaram uma corda com sentimentos,

mas eu não tinha como dar a propulsão.

Percebi que do jeito que entrei,

precisava sair com as minhas próprias mãos.

pois, quando você entra no buraco

não tem meio fácil de salvação.

Depois de se perder e se encontrar

descobre que, para sair de lá,

tem que abrir o coração,

tocar nos sentimentos

e encontrar sua própria solução.

Sobre a autora:

Ludimilla Barreira

Leitora, sonhadora, eterna estudante e observadora da vida. Além disso, é bacharel em Direito, especialista em Direito Público, servidora do executivo estadual e defensora da igualdade.

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